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A magnífica Victoria Falls!

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A magnífica Victoria Falls!

            Victoria Falls, uma das maiores quedas d’água do mundo encontra-se exatamente na divisa entre dois países da África: Zâmbia e Zimbábue. Mais conhecida como “Smoke that thunders” ou “Fumaça que troveja” pois derrama em queda livre, simplesmente, cinco milhões de metros cúbicos de água por segundo. Não é a maior cachoeira do mundo, porém é a mais larga 1,708 metros e mais alta 108 metros de altura, é o dobro de volume da Niagara Falls (Canadá) e o dobro de comprimento da Horshoe Falls (Canadá), e é apenas rivalizada pela Cataratas do Iguaçu (Brasil/Argentina).

Victoria Falls, um dos patrimônios mundiais na África

            Ela pode ser alcançada pelo dois países, como eu explico abaixo e com diferentes opções de atividades.

victoria falls mapa

Lado do Zimbábue

            No lado do Zimbábue fica a pequena cidade chamada Victoria Falls, atribuído o nome, devido ao “Victoria Falls National Park” onde pode se ver a cachoeira de frente, encarar a queda no lado que ela mostra sua face.

            A catarata possui diversos estágios, o volume da queda depende da estação em que é visitada.

Na estação de seca (fim de Outubro até começo Janeiro), onde chuvas são escassas e a cachoeira se encontra mais seca e com menos volume, neste período é possível acessar a “Devil Pools” (piscina do diabo) pelo lado da Zâmbia que irei explicar mais embaixo e também para acessar o parque e observar a cachoeira sem tomar um banho torrencial.

No período pré-seca ( Janeiro até começo de Abril), a queda se encontra com média força se tornando mais bonita que o período de seca, porém observá-la por terra irá te causar um bom banho de água em vista que a água que cai é tão forte que parece que está chovendo, mesmo estando distante dela, e não é possível acessar a “Devil Pools”.

No período de chuvas, ou “Wet Seasons” (fim de Abril até fim de Julho) a cachoeira se encontra em força total ocupando todo desfiladeiro e criando um verdadeiro show da natureza, centenas de arco-íris se formam todos os minutos e visitá-las por terra (no parque) irá te dar a sensação de estar em uma tempestade devido a força da água dar a sensação que está caindo uma chuva torrencial e o barulho é estrondoso, não se pode acessar a “Devil Pools” nesse período e nem fazer o rafting devido a força do rio Zambezi.

Victoria Falls com força total

Victoria Falls com força total

Victoria Falls e o Rio Zambezi na época de seca

Victoria Falls e o Rio Zambezi na época de seca

Lado de Zâmbia

No lado do país Zâmbia, na cidade chamada Livingstonia é onde realmente se encontra a verdadeira queda da Victoria Falls, ou seja, visitar o “Mosi-oa-Tunya National Park” é como se você estivesse nas costas da cachoeira, e não é possível vê-la de frente como é no Zimbábue, porém é por esse lado que se tem a atração mais radical, emocionante e apenas para corajosos que se chama “Devil`s Pools”, ou em português que significa a “Piscina do Diabo”, apenas acessada na época de seca, que é entre Novembro e Março.

Porque esse nome? Simplesmente porque você irá visitar a queda exatamente no ponto que ela cai. Existe um buraco que forma uma “piscina” e há menos de um metro desse buraco existe uma queda de 108 metros puxada pela força de uma das cachoeiras mais fortes desse mundo.

Apesar de os aventureiros terem que assinar um termo de responsabilidade para essa atividade, ela é bem segura, em muitos anos acredito que um ou outro acidente aconteceu. As pessoas vão se apoiando em uma corda para dar mais segurança na travessia até chegar no devido buraco, onde pode-se passar o tempo, aproveitar a piscina e dar uma nadada na maravilhosa vista que se forma em um dos pontos mais “perigosos” do mundo. É de tirar o fôlego!

Sempre tenho uma grande sorte com fotos, mas nesse dia dei uma imensa bobeada e não chequei a bateria da minha câmera que acabou antes mesmo de eu chegar no local, porém tirei algumas fotos de pessoas visitando pelo outro lado e algumas fotos de outros aventureiros na “Devil’s Pool”.

Piscina do Diabo

Piscina do Diabo

Uma queda de 108 metros

Uma queda de 108 metros

A divisa entre os dois países Zimbábue e Zâmbia

Como mencionei acima a queda fica na divisa exata entre os dois países, uma área onde é chamada de “No Man`s Land”, ou seja, “Terra de ninguém”, pois a ponte que separa os países não pertence a nenhum país.

Pelos dois lados é possível visitar da mesma forma, apenas uma pequena caminhada das cidades (Victoria Falls ou Livingstonia) até a ponte, passar pela imigração, muito importante neste caso: deixar claro que você quer apenas visitar a ponte e voltar, e não atravessar a fronteira (ao menos que queira atravessar mesmo), pois se o seu passaporte for carimbado, é como se tivesse saído do país, será necessário pagar o visto novamente para voltar (30USD Zimbábue e 50USD Zâmbia), então no caso diga que quer apenas visitar e irá receber um papel carimbado e poderá visitar a terra de ninguém e voltar para a cidade que estava.

Na ponte tem-se uma das melhores vistas da Victoria Falls e do rio Zambezi, e é também onde se encontra o “Bungee Jump”, uma boa dose de adrenalina saltar da ponte e sentir as quedas bem adiante, uma atividade que vale a pena apesar do preço salgado.

Caso você esteja em um lado e queira visitar o outro, também é possível sem pagar os vistos e podendo retornar ao país que você esteja hospedado, existe uma taxa de visita diária que pode ser paga para fazer um bate e volta no mesmo dia de 20USD, por exemplo caso esteja hospedado no Zimbábue e queira ir até a Devil`s Pool, ou esteja em Zâmbia e queira visitar o parque do lado do outro lado.

Há um passeio de helicóptero que pode ser feito por ambos os lados, é a melhor e mais bonita forma de ver as quedas, porém o preço do passeio é bem caro, cerca de 150USD por 15 minutos de vôo.

Ponte que separa Zâmbia e Zimbabue

Ponte que separa Zâmbia e Zimbabue

Uma outra atividade que eu totalmente recomendo, é o “White Water Rafting” no rio Zambezi. É um rafting alucinante feito no rio Zambezi, exatamente na fronteira entre Zâmbia e o Zimbábue, 30KM de rafting com os incríveis desfiladeiros ao lado, e de cada lado um país diferente. Além de ser o segundo rafting mais radical do mundo (há controvérsias em que talvez seja o primeiro) apenas perdendo para o do rio Nilo em Uganda. Passagens de classe 4, classe 5, classe 5+, e 6 (níveis existentes são de 1 a 5 na escala mundial, sendo 6 absurdamente grandes e rápidos). Foi uma das melhores experiências da minha viagem, 5 horas de rafting em uma correnteza extremamente forte, quedas gigantes, ondas gigantes e as famosas “Washing Machines” que formam enormes redemoinhos nas águas.

Rafting insano!

Rafting insano!

O desfiladeiro do Rafting

O desfiladeiro do Rafting

Aventure-se e não irá se arrepender!

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     Até a próxima e boa viagem!

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